Archive for Setembro 2017

A Cicatriz do Mal de Pierre Lemaitre

 

Galerie Monier, Paris.

Uma mulher é apanhada de surpresa por três homens armados que assaltam uma joalharia em plena galeria de lojas dos Campos Elísios.

A mulher chama-se Anne Forestier. Trata-se nada mais nada menos do que a companheira do comissário Camille Verhœven, responsável pela Brigada Criminal. Fazendo tábua rasa da lei e correndo o risco de perder o posto de trabalho, o comissário esconde dos demais polícias o facto de conhecer Anne e toma a investigação a seu cargo. É o primeiro passo de uma manipulação orquestrada por um assassino vingativo. Na realidade, quem dá caça a quem? E quem é a verdadeira presa?

Gravemente ferida e coberta de cicatrizes, Anne fica internada no hospital, até que Camille a esconde na casa isolada que herdou da mãe. Perseguida por um dos atacantes, esta misteriosa mulher manterá o comissário na corda bamba, tanto a nível pessoal como profissional. Digno herdeiro de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, com uma costela de Philip Marlowe, o comandante é um mestre na arte de bem investigar, mas este caso revela-se uma manipulação com requintes de vingança pessoal.


Como habitualmente acontece na escrita de Lemaitre, as aparências enganam, e Camille acabará por compreender que é vítima de uma intriga que remonta ao passado, vendo-se obrigado a recorrer a todos os expedientes e mais algum para descobrir o responsável, bem como as razões que motivam o enigmático assassino.





 
 Pierre Lemaitre nasceu em Paris, em 1951. Deu aulas de Literatura francesa e americana durante vários anos e atualmente dedica-se à escrita e ao teatro.

Os cinco thrillers que escreveu, premiados pela crítica e aplaudidos pelos leitores, fizeram dele um dos grandes nomes das letras francesas e granjearam-lhe o reconhecimento internacional.


A trilogia do comandante Camille Verhoeven recebeu, entre outros, os prémios Dagger, Prix du Premier Roman Policier de Cognac, the Prix du Meilleur Polar Francophone e Melhor Romance Policial Europeu. Até nos vermos lá em cima, a sua primeira incursão fora do romance «negro», foi galardoado com o Prémio Goncourt de 2013, o Prix du roman France Télévision, o Prix des lycéens en toutes lettres, o Prix des librairies Nancy/Le Point e o Prix littéraire de la ville de Brignoles.


As suas obras estão traduzidas em trinta línguas, e várias foram adaptados ao cinema e ao teatro.



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Opinião: O Casal do Lado de Shari Lapena


 

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.

 

Cynthia disse a Anne que não levasse a filha Cora, a bebé de seis meses, para sua casa na noite do jantar para que ela e o marido Marco tinham sido convidados. Não era nada de pessoal. Ela simplesmente não suportava o choro de crianças. Marco não se opõe. Afinal, eles vivem no apartamento do lado. Têm consigo o intercomunicador e irão alternadamente, de meia em meia hora, ver como está a filha.
 
Cora dormia da última vez que Anne a tinha ido ver. Mas, ao subir as escadas da casa em silêncio, ela depara-se com a imagem que sempre a aterrorizou. A menina desapareceu. Anne nunca tivera de chamar a polícia, antes disso. Mas agora eles estão lá e quem sabe o que irão descobrir... do que seremos capazes, quando levados além dos nossos limites?
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Quando comecei a ler este livro, a analogia com o caso de Madeleine McCann foi imediata, as imagens da abertura dos noticiários de então ajudaram a fazer uma conexão mais próxima.

Mas ao contrário do que esperava, em boa verdade, esse facto não me aproximou mais da história! Pensei: a velha história de se foram ou não os pais, vamos ter aqui um livro que nos vai manter na incerteza até ao fim ... previsível...

E como estava enganado ...

O interessante desta história é como vai ganhando fulgor paulatinamente, como sub-repticiamente se vai impondo, ganhando autenticidade, e acima de tudo a forma como nos ilude e nos sacode! Há 3 reviravoltas interessantes que dão a este livro um toque magnetizante e o tornam uma sugestão literária a não perder!
A mim, como sabem, apaixona-me a dinâmica da escrita, o processo e encadeamento dos elementos. A forma como o autor surpreende (com sucesso) o leitor! A capacidade dele nos provocar e sair vitorioso... é que não só tem que nos conquistar a atenção como também tem que nos deixar a satisfação de uma boa história e a vontade de um retorno aos seus livros.

Posto isso, parte em desvantagem, porque (normalmente) um leitor já sabe qual é o objectivo. Imaginem o que é querem assustar vos mas vocês previamente saberem a intenção, é, regra geral, um intento condenado ao fracasso.

O enredo começa lento, com os analogismos referidos e quando menos esperamos levamos um "murro"! Somos sacudidos, como que tivéssemos despertado e num momento de confusão não saibamos onde estamos. "O que diabo aconteceu! O que é que eu perdi?".

Depois a páginas tantas a história toma novo rumo, e começamos a tecer desde as mais simples às mais elaboradas e intrincadas teorias, e mais uma vez a autora espanta-nos! Presumindo eu que a ideia era adivinhar quem era o culpado e o mesmo ser desvendado no final do livro, Shari Lapena vai e oferece-nos um culpado confesso de bandeja (ainda faltava ler grande parte do livro)!

Deixou-me confuso e espicaçou-me a curiosidade! Se tinha duvidas de que eu não conseguia prever o enredo ali estava uma clara provocação da autora. :) E acima de tudo ainda faltava muito para acabar o livro! O que ela terá mais para oferecer? Deixo que descubram isso no livro ;)

O desfecho foi bem conseguido e serve muito bem a história.

Esta é uma companhia que recomendo para estes primeiros dias de regresso ao trabalho/escola. Uma mistura que contém entre outros: adultério, crime, depressão pós parto, cobiça, conspirações, mentiras e dúvida.

Boas leituras. ;)

 
 
 
 
 
 
 

 

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Opinião: Ao Fechar a Porta de B. A. Paris


 

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.

 

Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante.

Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles.

A paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace.

Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?

Ao Fechar a Porta é um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder.
 


B.A. Paris apresenta-nos um thriller psicológico intenso.
Contrariando uma premissa antiga: a perfeição não existe! A autora começa por provocar o leitor com um retracto idílico de um casal modelo, onde a riqueza, a beleza, a felicidade e o afecto coabitam em harmonia perfeita e são objecto de inveja pelos seus pares.
Este é o ponto de partida para uma viagem que abre as portas da "intimidade" deste peculiar casal.
Jack, um advogado bem-sucedido e Grace, uma excelente dona de casa que abdicou de uma carreira em prol do marido e da sua irmã com deficiência, são estes os dois personagens que vão captar a sua atenção desde o início do livro.

Prepare-se porque o livro não o vai deixar descansado até ao final! (Sugestão: para lidar com as emoções compre uma barra de chocolate XXL :)  )

Os livros que mais gosto são os que me afectam, os que mexem comigo...aqueles que me arrancam um sorriso, ou me deixam tenso de indignação, ávido por virar a página... são os que despoletam uma reacção forte quer positiva quer negativa...
Há que ter um talento inato para uma mera mistura de tinta preta num papel claro conseguir afectar tanto o leitor!...
Não pude deixar de sentir - e sublinho a palavra sentir -, neste livro, a vulnerabilidade humana.

Não pude deixar de reflectir de como somos frágeis e dependentes. Como a aparente normalidade esconde, sobre o seu vasto manto, segredos sombrios.

Por vezes esquecemos que a imagem exterior que nos transmitem não passa disso: uma imagem! De algo construído, algo moldado segundo preceitos impostos pela sociedade ou por outrem que tem ascendente sobre nós.

Somos por natureza influenciáveis, sugestionáveis quer consciente ou inconscientemente. Somos acima de tudo seres que vivemos da interacção entre nós com as vantagens e desvantagens dessa realidade.
Um livro que nos convida, ou melhor, nos impele a olharmos com outros olhos para os modelos que tomamos como exemplo.

Gostei, tão perturbador e ainda assim não o consegui largar até o terminar!


 

 

 
 

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A Mulher do Meu Marido de Jane Corry


 




Lily é advogada e, quando casa com Ed, está decidida a recomeçar do zero. A deixar para trás os segredos do passado.

Mas quando aceita o seu primeiro caso criminal, começa a sentir-se estranhamente atraída pelo cliente.
 
Um homem acusado de assassínio. Um homem pelo qual estará em breve disposta a arriscar tudo.
Mas será ele inocente? E quem é ela para julgar?
 
Mas Lily não é a única a ter segredos. A sua pequena vizinha Carla só tem nove anos, mas já percebeu que os segredos são coisas poderosas, para obter o que deseja.
 
Quando Lily encontra Carla à sua porta dezasseis anos depois, uma cadeia de acontecimentos é posta em marcha e só pode acabar de uma forma... a pior que Lily podia imaginar.
 


 
É escritora, jornalista e professora de escrita criativa. Ao fim de três anos a trabalhar numa prisão de alta segurança para homens, decidiu escrever o seu primeiro thriller. A Mulher do Meu Marido inspira-se em algumas das suas experiências durante este período.
http://www.planeta.pt/

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