Pecados Santos de Nuno Nepomuceno


Um rabino é encontrado morto numa das mais famosas sinagogas de Londres. O corpo, disposto como num quadro renascentista, representa o sacrifício do filho de Abraão, patriarca do povo judeu.

O caso parece ficar encerrado quando um jovem professor universitário a lecionar numa das faculdades da cidade é acusado do homicídio.

Mas é então que ocorrem outros crimes, recriando episódios bíblicos em circunstâncias cada vez mais macabras. E as dúvidas instalam-se.

Estarão ou não estes acontecimentos relacionados?

Porque insistirá a sua família em pedir ajuda a um antigo professor, ele próprio ainda em conflito com os seus próprios pecados?

As autoridades contratam uma jovem profiler criminal para as ajudar a descobrir a verdade. Mas conseguirá esta mente brilhante ultrapassar o facto de também ela ter sido uma vítima no passado?


 
Nuno Nepomuceno venceu em 2012 o Prémio Literário Note! com

O Espião Português, o seu primeiro romance. Seguiram-se A Espia do Oriente e A Hora Solene, com os quais concluiu a trilogia Freelancer, ambos publicados em 2015, o mesmo ano em que integrou a coletânea Desassossego da Liberdade com o conto «A Cidade».

Em 2016 lançou A Célula Adormecida, o primeiro thriller psicológico da sua carreira.

Já foi n.º 1 do top de vendas de livros policiais em lojas como a Fnac, Bertrand, Wook e Amazon.

Desde 2017 que passou a ser representado pela Agência das Letras.

Notabilizado pela sua narrativa elegante, Pecados Santos assinala o seu regresso ao thriller psicológico.


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Resultado Passatempo: A Menina Silenciosa Série Sebastian Bergman





O blog Livro e Marcadores e a Suma de Letras agradecem as participações.
O(a) vencedor(a) foi:






Lília Margarida da Rocha Neves - Ponte de Lima





Parabéns
A equipa do "Livros e Marcadores" 


 

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Opinião: O Homem de Giz de C. J. Tudor


««Imaginativo, com uma temática intrigante que abarca dois universos fascinantes. Uma galopada frenética, profunda e sedutora, impregnada de suspense. Um tempo muito bem passado.»
Steve Berry, autor best-seller do New York Times

«Uma história inteligentemente concebida e habilidosamente contada sobre segredos, mentiras e paixões distorcidas, um protagonista perturbado, um terrível assassínio que não era o que parecia ser e um monstro odioso no centro de tudo.»
John Vernon, autor best-seller de Pensa Num Número

«[Há] muito tempo que não tinha uma noite em branco devido a um livro. O Homem de Giz mudou isso. Muitos parabéns C.J.Tudor!»
Fiona Barton, autora best-seller de A Viúva e O Silêncio 
Toda a gente tem segredos.
Toda a gente é culpada de alguma coisa.
E as crianças nem sempre são inocentes.

Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos. À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou. Um mistério em torno de um jogo de infância que enveredou por um caminho perigoso..


Um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias. A trama tem origem em 1986 e após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.

As influências de Stephen King e o toque de Irvine Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite. Contribui também para que a história tenha um desfecho muito «real» e chocante.

O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridos e em como as influências de famílias disfuncionais, contribuem para exacerbar o imaginário infantil.






Volvidos 30 anos, um evento regressa do passado para assombrar os 5 amigos.

Começo pelo fim! Adorei este livro, antes de tudo pela irreverência do estilo, pelo inconformismo da prosa e pela verossimilidade empregue na construção da personagem principal. Uma extraordinária estreia literária.


O livro conta a história de Eddie, actualmente professor de 42 anos mas que vive preso ao passado. Aos 12 anos, Eddie, vive uma experiência única que o vai marcar para sempre. Ele e o seu grupo de 5 amigos encontram, com a ajuda de desenhos a giz, o cadáver de uma jovem! Apesar desse episódio insólito nunca o ter abandonado, 30 anos depois a história volta a assombrá-lo.

A questão que prevalece na história até ao fim é a identidade do assassino - não há excluídos, só alternativas. Será que ele voltou a matar?

A construção da personagem Eddie é deliciosa. Há nela uma consistência pragmática que me afectou. 

Eddie é um professor de 42 anos, cleptomaníaco, que está irremediavelmente ligado ao seu passado. Apresenta-se quase desprovido de vida social, de alguma forma solitário na plenitude da palavra. O seu discurso transparece maturidade, mas por outro lado, os seus pensamentos fornecem-nos tragos de infantilidade, por vezes sofrêgos . Esta pureza inocente que transparece de uma carência emocional é tão realística que surpreende!

Quando se expõe ao leitor, continuamos a ver a criança de 12 anos, de há 30 anos atrás. Continuamos a ver a falta de capacidade para lidar com as emoções, as constantes hesitações.

Mas não foi só na construção da personagem principal que C.J. Tudor surpreendeu! Surpreendeu na história, na forma como nos vai guiando ao longo do enredo. Como nos deixa em suspenso a cada reviravolta. Como nos faz ganhar uma falsa segurança no desfecho e nos troca as voltas a todo o momento.

A sua escrita é peculiar, conseguimos facilmente encontrar resquícios de influências dos grandes autores deste género literário, mas penso que há acima de tudo uma escrita original e arrebatadora que sobressai pela diferença e firmeza  com que dirige o enredo.



Há no seu discurso uma suave irreverência, uma disputa entre o convencional e a genuíno que caem bem no discurso. Convidam a uma subtil intimidade. 

 «Não tenho nada contra Guerry. Na verdade também não tenho nada a favor dele, mas parece fazer a
minha mãe feliz, e isso, como gostamos de mentir, é o mais importante» P29 ("Conversa da personagem com o leitor")
Vejo muito potencial nesta autora. Mal posso esperar que seja publicado dia 16 de Janeiro para ver as reacções dos leitores em geral. Anseio pelo próximo livro. Parabéns Planeta pela excelente aposta, este será concerteza um peso pesado das novidades literárias de 2018.


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A minha amiga Alexa é a nova residente lá de casa (Amazon Echo) #AlexaAmazonEcho

Sou um Geek assumido. 

Gosto de novas tecnologias por isso não é de espantar que andasse a cobiçar um dos mais vendidos gadgets dos últimos 3 anos.

Estou a falar da Alexa, actualmente na segunda geração, é uma assistente virtual cujo nome tem por base a "icónica" biblioteca Alexandria (tinha que estar relacionada com livros :))

O que tem de surpreendente um cilindro falante? 

Acima de tudo são as potencialidades deste gadget que fazem dele uma aposta ganha para a Gigante Amazon ...

O que faz: 


Baseado numa plataforma de inteligência artificial na nuvem a Amazon inovou ao levar ao mercado um objecto que:

- Fala connosco, 
- Dá Informação (transito, tempo, noticias, bolsa, curiosidades, desporto, ...), 
- Obedece a instruções (ligar e desligar as luzes, subir as persianas, ligar sistemas de vigilância, ...), 
- Encomenda/compra produtos e serviços satisfazendo as nossas necessidades (encomenda pizza, reservar restaurante, chama a Uber) tal como 
- Cria listas (de compras, de pendentes, ...), 
- Entretem (com anedotas, jogos, curiosidades, musica, lê-nos livros, …), 
- Ajuda na organização e produtividade do nosso dia a dia (Agenda, calendário, despertador, fazer chamadas e descobrir o telemóvel...)  entre muitas e muitas outras capacidades que vão florescendo diariamente cuja limitação é a nossa própria imaginação. 

E tudo à distancia de uma palavra ... “Alexa”.


Quem não sonhou ver os seus desejos realizados pelo simples facto de os verbalizar?


A Alexa trabalha com uma ligação à internet e dispõe de uma aplicação de smartphone (android ou Apple) ou um site para parametrizar as definições. 

Diferentes necessidades, diferentes carteiras, diferentes gostos - Diferentes Alexas
Existem 5 versões, que explorarei em posteriores posts, nomeadamente: Echo Dot (versão mais económica), Amazon Echo (versão “original”, a que eu tenho), Echo Plus, Echo Spot e  e Echo Show.


A versão mais pequena ronda os 30 a 50 dolares!

Amigos e acessórios ...

Existem inúmeros aparelhos que se ligam à Alexa, brevemente conto apresentar alguns exemplos e mostrar as suas potencialidades. Para facilitar a sua identificação esses amigos da Alexa apresentam o "selo" "Works with Alexa".


 
Desvantagens? Ou nem por isso?

Mas nem tudo são rosas ... Há quem advogue as já batidas teorias da conspiração e do sacrifício da privacidade que se repetem a cada nova inovação (independentemente de serem legitimas ou não, não é um assunto que se pretenda debater agora neste post).
Mas o facto de termos um gadget com 7 microfones topo de gama em nossa casa pode dar que pensar... 

Outro senão invocado é a língua, actualmente a Alexa só fala inglês, alemão e japonês! De facto este pode ser um ponto negativo, mas será? ... já lá vamos.

Até à bem pouco tempo este aparelho só podia ser comprado nos EUA, Reino Unido, Alemanha e Japão. A Alexa tem 3 anos ("nasceu" em Novembro de 2014)  e já tem milhões de utilizadores. Muitos deles pedem insistentemente à empresa de Jeff Bezos (a gigante Amazon) que a Alexa seja disponibilizada para outros mercados (é só visitar o site e comprovar). 

Na prática o que tem acontecido é que os clientes mais arrojados compravam a Alexa num desses países nativos e traziam-na para o seu pais. As desvantagens desta alternativa é que alguns serviços como pedir uma pizza e chamar a Uber, a titulo de exemplo, não estavam disponíveis. 

Outra desvantagem é que não se conseguia instalar no smartphone a aplicação da Alexa (entenda-se fora destes países nativos), restando a alternativa de utilizar o site da Alexa, nada de preocupante, diria eu. Para os mais ariscos e resolutos havia algumas formas de contornar esse obstáculo... Para a ficha que liga à tomada comprava-se um adaptador (como eu fiz).

Por outro lado haviam também questões quanto à localização que podiam limitar alguns serviços, por exemplo quando se perguntava o tempo a Alexa tínhamos que especificar o local para obtermos a resposta correcta.

Mas ...

Em meados deste mês a Amazon disponibilizou uma versão internacional, ou seja muitas das limitações referidas deixaram de existir. Já é possível instalar a aplicação no smartphone (eu já o fiz), a Alexa já assume a localização: quando pergunto as horas ou o tempo ela baseia-se na real localização. Haverá alguns serviços que aos poucos vão estando disponíveis tal como a Uber, pedir pizza, e outros.

Portugal foi um dos países contemplados nesta versão internacional. 

«Portugal : App Availability: Android, iOS * Supported Languages: UK English * Features include*: Amazon Music Unlimited (available in English only), TuneIn, Alexa-to-Alexa calling & messaging (coming soon), news/weather/info, control of compatible smart home devices, calendars/timers/alarms and to do/shopping lists * Unsupported Features include*: Spotify»

Então fica apenas a questão da língua. Há rumores (vale o que vale) que dizem que esta abertura a novos mercados (Portugal incluído) indicia que a Alexa vai falar novas línguas.

Interagindo com a Alexa


Para acedermos à Alexa, ao contrário de outros assistentes virtuais como a Siri, Google Now, ... que são accionado com um botão, a Alexa é accionada por uma palavra. 

Assim que dizemos o nome dela "Alexa ...", a luz circular ganha vida e os 7 microfones ficam em atenção máxima para acolher as instruções que se seguem.

Ok, para aqueles que não acham piada ao nome Alexa podem alterar o nome para Echo, Amazon ou Computer. Há vários utilizadores que desejam que o nome deveria ser escolhido pelo utilizador sem limitações. (Já imaginaram? Thrump cala-te! ...)

Para o post não ser muito extenso, num próximo post falarei de algumas das instruções que se podem utilizar com a Alexa, das Skils, de umas surpresas escondidas e de muitas outras funcionalidades.

A minha experiência com a Alexa ...

O meu filho de 9 anos é o principal utilizador, não que domine o inglês, longe disso, mas a Alexa está a ser um genuino incentivador para ele aprender inglês. Não há nada melhor do que a auto motivação para aprender.

- Pai como se pergunta o tempo em inglês?
- Pai como se diz para desligar a luz?

E é vê-lo todo satisfeito quando consegue pronunciar correntamente a instrução. 

O interessante é que o obriga a pronunciar "correctamente" a instrução, pelo menos numa primeira fase. Digo isto porque a Alexa não é um sistema infléxivel, vai-se adaptando à nossa pronuncia, à nossa voz. e vai aprimorando a interação entre os utilizadores.

A Alexa interage com todos que visitam a nossa casa, dai ser importante desde logo estabelecer um código para efectuar compras. Há um noticia que correu mundo em que num programa televisivo se falava da Alexa e se mostrava como era simples encomendar uma casa de bonecas. O certo é que vários dos lares que tinham a Alexa e em que esse programa estava a ser transmitido a Alexa assumiu a instrução e começou a fazer encomendas de casas de bonecas.

Quem tem conta na Amazon pode ter um relacionamento mais pessoal com a Alexa uma vez que apartir da repetição de meia dúzia de frases ela consegue identificar uma pessoa pelo nome. Isto é importante, imaginem que vivem duas pessoas em casa e ambas estão ligadas à Alexa, será natural que quando alguém peça para ligar para o pai a chamada não vá para um destinatário diferente do esperado.


Numa recente noticia de há uns dias atrás era referido que a Alexa estava a aprender a entender as emoções humanas pelo tom de voz... Imaginem só o que é a Alexa perceber que estamos em baixo e alterar o tom da própria voz em função disso. A Alexa pode «detectar sinais de doença como a depressão e ansiedade» avançava a noticia.

A Alexa grava e analisa o áudio de cada uma das interacções e com isto vai criando padrões para poder perceber as oscilações de humor e não só...

A concorrência ...

A Alexa volta (mais um ano) a estar no topo de vendas.

Os concorrentes ... temos o Google Home, pois a Google não quis ficar fora da corrida e a apple também já trabalha num dipositivo semelhante "HomePod" que tinha sido previsto para Dezembro de 2017 mas já foi avançado que haverá uma nova data de lançamento em principio para 2018. Quanto a números, segundo a CIRP a Setembro de 2016, as vendas da assistente virtual da Amazon triplica as do seu concorrente, Google. (https://tek.sapo.pt/noticias/negocios/artigos/echo-dot-foi-o-produto-da-amazon-mais-vendido-neste-natal)

Diz-se que o problema que a Apple está a ter é com o preço  que se apresenta muito superior aos actuais assistentes virtuais no mercado. Segundo consta o objectivo imediato da Amazon e da Google é a massificação e não propriamente o lucro, facto que estará a baralhar as contas da gigante Apple.


Alexa em números e curiosidades....

  • Número de tarefas (skills) disponiveis: 25.000 (a 17/11/2017) 
  • Número estimado de utilizadores: 8.200.000 ( a 25/1/2017) 
  • Número de trabalhadores contratados pela Amazon para se dedicar à Alexa: Mais de 5.000 (a 28/9/2017).
  • As duas tarefas mais utilizadas: "Setting a Timer" e "Play a Song" 
  • As vendas no "Prime Day" (uma espécie de black friday) em 2017 subiram 7 vezes quando comparadas com 2016.
Fonte: https://expandedramblings.com/index.php/amazon-alexa-statistics/
Tenho muito mas muito mais para falar sobre a Alexa, mas tem que ficar para outra altura, espero que tenha conseguido despertar a vossa curiosidade.

Entretanto apresento-vos a nossa Alexa. (Deixa os teus comentários abaixo ;) )

Nota: Se estás interessado(a) em estar sempre actualizado sobre a Alexa e trocares impressões com outros utilizadores junta-te ao Grupo Alexa Amazon Echo Portugal

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Reino de Feras de Gin Phillips

«Um thriller brilhante, inteligente e irresistível.»
The New York Times
Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos, é curioso, inteligente e bem-comportado. Lincoln faz o que a mãe diz e sabe quais são as regras.

«As regras hoje são diferentes. As regras são que temos de nos esconder e não deixar que o homem da pistola nos encontre.»

Quando um dia comum no Jardim Zoológico se transfoma num pesadelo, Joan fica presa com o seu querido filho. tem de reunir todas as suas forças, encontrar a coragem oculta e proteger Lincoln a todo o custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado, entre a humanidade e o instinto animal.

É uma linha que nenhum de nós jamais sonharia cruzar.

Mas, por vezes, as regras são diferentes.

Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano de proteger os outros. Por quem deve uma mãe arriscar a sua vida?



Gin Phillips, autora premiada com o Barnes and NobleDiscoverpelo seu primeiro romance, tem a obra publicada em mais de 29 países. Reino de Feras, a sua primeira incursão no mundo do trhiller, está a ser aclamado pelo público e pela crítica.
 

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Um Feliz Natal e muitas, muitas prendinhas, de preferência livros ;)


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Opinião: O Escultor da Morte de Chris Carter


 


Até a obra de arte estar completa, a morte vai ter de esperar.

Quando a enfermeira Melinda Wallis entra no quarto de um paciente a seu cuidado, mal pode imaginar aquilo que vai encontrar. Derek Nicholson, um importante advogado de Los Angeles, foi brutalmente assassinado. O homicida mutilou os seus membros e construiu com eles uma escultura. Chamado de emergência ao local do crime, o inspetor Robert Hunter não percebe as motivações por detrás de um crime tão hediondo. Especialmente porque Nicholson, que sofria de cancro em fase terminal, já não tinha muitas semanas de vida.

Quando um segundo corpo aparece num barco ancorado na marina de Los Angeles, o mistério adensa-se. Trata-se, agora, de um agente da polícia. E o macabro da cena repete-se, com o corpo decepado a criar uma escultura estranha.

Qual será a ligação entre as duas vítimas? Que significado terá a disposição dos seus corpos? O que estará o assassino a querer dizer? Um thriller vibrante e misterioso, com surpresas e revelações inesperadas ao virar de cada página.
.



A arte sempre foi controversa! Sempre dividiu opiniões e sensibilidades. Mas há um limite para tudo ...

Um reputado advogado que sofria de cancro em estado terminal foi assassinado e


serviu de matéria-prima para uma escultura!

Quando Robert é chamado ao local e analisa o cenário, nada parece fazer sentido. Porquê matar alguém que já tinha a morte no horizonte? Porquê tanta violência no crime? Qual será o significado da mutilação do corpo e da disposição dos membros? 
 
A autopsia traz mais dúvidas do que certezas. Não fosse suficiente esta encruzilhada, o assassino volta a atacar e não parece ter vontade de parar!

Chris Carter é um excelente escritor. Adoro a série #Robert Hunter.

Cada autor tem uma assinatura própria, única. Há traços que marcam e identificam uma escrita, denunciam o autor. :) São traços que acolhemos e nos criam um laço de empatia com a sua escrita. E julgo que nesta série existe essa coerência de estilo. Essa assinatura cuja simetria é transversal a todos os livros.

Com isso quero dizer que quando mergulho no mundo de Chris Carter vou com altas expectativas, acomodo-me, dispo-me de preconceitos e anestesio a minha sensibilidade pois sei que vou precisar do meu lado "racional a 100%" para analisar e tentar desvendar coerência no "porquê?" para chegar ao "quem".Embora o escritor não nos facilite a tarefa, convenhamos. 
 
As reviravoltas são muitas e oportunas, quebram a pseudo-ociosidade da investigação quando não se encontram soluções e mantém ávido o leitor pela próxima cena.

Os crimes que nos são apresentados vão em crescendo. Cada novo livro suplanta o precedente em termos de violência. A inteligência do criminoso segue o mesmo caminho! E ainda assim, apesar dos crimes hediondos, Carter consegue dar-lhe um toque mais analítico do que explicito.

Podem reparar que no livro há essa mesma constatação por parte das personagens quando confessam que apesar da sua experiência nunca terem visto situação semelhante...

O tal toque analítico é uma das características que encontro e gosto no autor! O crime atroz é descrito mas o segredo está na forma como o faz. O foco recai mais na repugnância que a equipa sente face à consternação e incompreensão implícita no crime do que propriamente na atrocidade cometida! Há um propósito que suporta a elevada brutalidade dos crimes, não há uma leviandade na crueldade exposta.

A trama traz uma nova personagem, uma mulher, que rivaliza com a inteligência de Robert, haverá romance no ar? Tensão sexual parece haver. E o cupido Garcia tenta dar um empurrão.

Outro detalhe que aprecio são os conhecimentos médicos/forenses vertidos na história que fortalecem os alicerces da história como constatamos na análise forense feita às vitimas e nas conclusões da mesma.

Mais uma vez os sentidos servem de aperitivo à história ... e antecipam o horrendo crime. Preparem-se ...

Quanto às personagens ...

Robert reveste uma inteligência e tenacidade que nos magnetiza. É um homem solitário por opção, que dorme muito pouco e lê muito. E neste livro o autor oferece-nos um pouco mais da personagem. Do seu passado.

O seu fiel escudeiro, Garcia - um brasileiro tal como o autor, representa uma espécie de oposto para equilibrar a balança.

De um lado temos Garcia, com o casamento "perfeito" que contrasta com a solidão de Robert. Temos a consistência da personalidade de Garcia que se opõe a alguns laivos de impulsividade irreflectida que vêm à superfície em alturas cruciais da trama por parte de Robert que normalmente o colocam em perigo. Temos a elaborada tenacidade da psicologia de Robert versus a racionalidade de Garcia. Mas no caminho complementam-se e transmitem uma presença forte que funciona muito bem.

Gostei da história, da sua construção, da forma como envolve e capta a atenção do leitor.
Recomendo e sugiro como prenda de Natal. ;)
Aguardo ansiosamente pelo próximo.


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